quarta-feira, 5 de agosto de 2009
Gerações
terça-feira, 28 de julho de 2009
Ao telefone
- Alô!
- Oi filhinha, oi meu amor...
- A gente está pintando!
- Que legal. Você está pintando?
- Está no trabalho?
- Estou filha, mas já estou saindo.
- Você está chegando aqui?
- É, já estou indo, daqui a pouquinho estou aí com você.
- Um beijo.
- Um beijo, filha (que ela já nem recebeu, pois me enviou um beijo delicioso e certamente voltou correndo para pintar com a Diana, nossa babá atual...)
Conversa deliciosa agora há pouco, com minha mocinha de 3 anos.
quinta-feira, 23 de julho de 2009
Fui pedida em casamento
- -- Mãe, você quer casar comigo?
- - Filha... (um segundo para pensar) Mamãe e filhinha não se casam. (Como dizer que não há aliança maior do que entre mãe e filha, ou entre pais e filhos, mas que não casamos no sentido que eu achei que ela estivesse falando?). E continuei:
- - Você já é a minha filha, eu sou sua mãe e amiga.
- - Então... casa comigo.
- - Mas filha não casa com mamãe. A mamãe foi casada com o seu papai. A mamãe namorou com o papai, aí decidimos ter você...
- - Então, se os anjinhos deixarem o meu papai sair do Céu e vir aqui, eu vou pegar ele.
- - Isso, filha! O papai também vai pegar você! Mesmo que o papai não esteja aqui, o papai está sempre com você, ele está no seu coração.
- - O papai está no meu coração e no seu também, né, mãe?
- - É isso mesmo, filha! O papai está no seu e no meu coração...
Ai, ai! As vezes ficamos sem palavras...
Agora, pensando, eu deveria ter perguntado o que era casar com ela... Ao final, só perguntei onde ela havia ouvido isso, pois fiquei realmente surpresa com a pergunta. Mas aí ela ficou sem resposta...E eu sem saber onde ela aprendeu a novidade...
segunda-feira, 20 de julho de 2009
Minha amiguinha
Há alguns meses a Isadora me perguntou se eu era sua amiga.
quinta-feira, 16 de julho de 2009
Quero ser grande

“Mãe, quando eu for grande eu posso chegar perto do fogão?
Mãe, quando eu crescer mais eu posso ir trabalhar com você?
Mãe, quando eu ficar pequena eu vou ter berço de novo?
Mãe, eu já cresci!
Mãe, eu sou nenê. Quero colo!"
Ai, meu bebê grande! E assim estamos passando pelas dores e delícias do crescimento. Muito mais delícias do que dores.
Recentemente, alguns dias mais sensíveis pelo fim da etapa ”pepê”, como algumas de vocês acompanharam pelo blog da Vovó Helô (blogdavovohelo.blogspot.com).
Não só a bebê chorou a falta, mas eu também, contando a amigas no trabalho e à minha mãe sobre a tristeza pela separação da querida pepê, que nos acompanhava desde a saída da maternidade...
Neste dia, eu compreendi por que uma conhecida chorou a tarde inteira no dia em que a filha mais velha ficou mocinha. Eu perguntei se era de emoção. Ela disse que não, que era de tristeza mesmo. E deu risada. Eu também sorri, mas não entendi bem.
Agora eu entendi. A mudança de uma fase traz essa ponta de tristeza. Parece que esses marcos trazem a certeza de que foi uma fase. E acabou. Passou.
Mas, graças aos 3 anos no caso da minha pequena, ainda temos muita meninice e criancice para curtir.
Por causa dela, e da fase mais gostosa que estamos vivendo, com muitas palavrinhas, muitas conversas, muitas brincadeiras, muitas descobertas, não dá para não ter blog! Não dá para não registrar e guardar para sempre esses momentos de felicidade genuína.
Não dá para deixar essa fase passar só contando com a memória... A da alma sempre é forte, mas nada como reler uma historinha, relembrar as palavrinhas e sorrir como se estivesse vivendo novamente.
Por essas e outras estou de volta. Espero conseguir mantê-lo. Além do prazer que a escrita me traz no presente, quando eu estiver bem velhinha, e a Isadora uma mocinha, podemos ler juntas – ou mesmo separadas – e termos a certeza de que também tivemos uma vida linda.
Eu merecia essa trégua. Depois da avalanche de mudanças, de dores, e de muito crescimento, aparentemente estou numa fase em que as coisas se ajustam, em que eu me sinto muito melhor.
Puxa, sete meses sem escrever... Mas até parece mais. Para quem nos acompanhava, consigo resumir esse período:
- Muito, muito trabalho e reconhecimento no que eu amo – Comunicação;
- Muito aprendizado com o que passou;
- E muita gratidão por possuir o maior tesouro, o de viver para acompanhar o crescimento da minha filha, o maior presente da minha vida.
Quero ser grande.
- Ilustrações da Olga (olhaaondadomar.blogspot.com), arte que eu adoro. Há meses, quando eu já queria voltar, pedi a ela uma ilustração para a retomada. Super atenciosa, preparou na hora a Oferenda, com as flores. Agradeci e continuei... "Ah, eu também havia pensado em uma com Nós Duas"... E recebi a linda imagem que inaugura o post da retomada. Obrigada, Olguinha, e já tive mais uma ideia agora!
terça-feira, 9 de dezembro de 2008
Trabalho em família
Mas não sou só eu que estou no trabalho. Minha pequenina também. Vejam os passos a passos da confecção de lembrancinhas que ela dará para os coleguinhas e professoras.
Depois de usar argila para preencher o fundo do vasinho, ela está colocando a purpurina verde.
sexta-feira, 31 de outubro de 2008
Na luta!
E, dessa vez, tenho que confessar: não foi só a falta de tempo. Foi a falta de disposição...
Por mais que já tenha dividido uma história triste com vocês, acho que me acostumei a dividir sensações muito boas também, e uma impressão de só querer viver aqui as descobertas gostosas e únicas da maternidade. E não queria vir aqui chorar as minhas pitangas!
Mas não está fácil! A maternidade solitária não é fácil. A dificuldade em contar com ajuda. Ajuda mesmo. Lógico que tenho de fazer uma ressalva à vovó Helô, que nos ajuda mais do que poderia e deveria, pois ela já está velhinha!, como ela mesma diz à Isadora quando esta quer fazer as macaquices de subir escalando etc.
Sei que outras pessoas nos ajudariam com prazer se pudessem, mas a vida não está fácil para ninguém. E todo mundo tem que se virar.
Assim, esse post não tem conclusão, é apenas um desabafo. Ou uma campanha. Todas as mães deveriam ter "direito" a um "braço direito". Alguém que as ajudasse a cuidar de seus filhos, que lhes dessem segurança nesse sentido. Desde que me vi sozinha com a Isadora, tive a impressão que esse alguém, no nosso caso, seria uma babá.
Acho que se eu tivesse de fazer um pedido agora, seria encontrar essa pessoa. Uma babá amiga, nosso apoio, nosso porto seguro, que nos acompanhasse ao menos pelos próximos seis anos.
Desculpem o desabafo. Mas o malabarismo e a preocupação para dar conta tem sido grandes. Espero que a situação não seja tão difícil quanto tem parecido e que logo tenha boas notícias para vocês.
A boa notícia de hoje é que a Isadora anda muito espertinha, cheia de novidades.
um beijo a todas,
obrigada pela paciência!,
desculpem o meu sumiço no blog de vocês também,
Pri